46 anos após aquela madrugada libertadora do dia 25 de Abril de 1974, podemos orgulhar-nos de ter construído e consolidado um regime livre e democrático.

Um regime tão plural e tão tolerante que até aqueles que não se revêm nos valores da democracia, se servem dessa liberdade para a atacar, num esforço saudosista de terrível memória.

Na contingência do momento que vivemos, alguns inimigos da nossa democracia assemelham-se a este coronavírus que nos atormenta. Ambos aproveitam as fragilidades para alimentar os seus desejos e à mais pequena distração corremos o risco de acordar mergulhados num pesadelo!

A luta pela libertação daquela noite de obscurantismo e exploração, que durou 48 anos, foi penosa e feita à custa do sacrifício de muitos portugueses. A consolidação da nossa democracia a nível nacional e internacional. Não podemos agora distrair-nos, pensando que não poderá haver retorno e que a democracia nasce com o sol, todas as manhãs!
Não! Não só não nasce com o sol, como está na mira daqueles que procuram apenas uma oportunidade para se instalar num clima de ignorância, medo e fragilidades, tal como um vírus à procura de hospedeiros para se desenvolver.

O 25 de Abril representa o movimento libertador do nosso povo e deverá estar presente em todas as madrugadas da nossa vida! Não deixaremos que falsos arautos da ordem e da disciplina, nacionalistas, racistas, xenófobos e classistas possam caluniar e ameaçar a democracia e os democratas!

Cabe a cada um de nós honrar a memória de Abril e defender o seu legado de democracia e liberdade, procurando uma sociedade mais forte e mais justa.
Viva o 25 Abril! Viva Portugal!

Francisco Leite

25/04/2020